O suspeito T. A. A., de 23 anos, que não teve seu nome divulgado pela Polícia Civil, foi preso pela prática estupro em meio virtual, após investigação comandada pela Delegacia Especializada na Repressão a Crimes Cibernéticos – DRCC de Palmas, com o apoio das Delegacias Especializadas em Investigações Criminais de Palmas – DEIC e de Repressão a Crimes Contra a Ordem Tributária

Conforme o inquérito policial, instaurado após a notícia do crime pela vítima, do sexo feminino e com 22 anos, o suspeito teria utilizado um perfil falso nas redes sociais para contatá-la e, de outra rede social, para exigir que a jovem o enviasse fotos e vídeos íntimos produzidos pela vítima. Após algum tempo, a jovem teria negado o encaminhamento dos arquivos e o autor passou a exigir que ela continuasse a compartilhá-los, sob ameaça de publicação em redes sociais abertas ao público, violando sua intimidade e vida privada.

Segundo a delegada titular da DRCC, Milena Santana, “a vítima, por um tempo, cedeu às chantagens, mas depois pediu auxílio à Polícia Civil, o que levou à deflagração da operação nesta manhã, que culminou na prisão temporária de 30 dias do autor”.

Ainda segundo a delegada o crime de estupro, que pode ser cometido contra vítimas de quaisquer sexos, contempla tanto a conjunção carnal, como atos libidinosos diversos, teve sua autoria confirmada por “provas técnicas formalizadas e já judicializadas na Comarca de Miracema do Tocantins, local onde residia T. A. A. e também foi cumprido mandado de busca e apreensão em sua residência, com apreensão de bens que serão submetidos à perícia criminal”, não restando quaisquer dúvidas sobre a autoria dos fatos, mesmo diante da danificação total de seu aparelho celular.

Após interrogatório o suspeito foi recolhido à Casa de Prisão Provisória de Palmas, até sua transferência para a Cadeia Pública do município de Miracema do Tocantins. A possibilidade da existência de outras vítimas será apurada durante a continuidade das investigações e da própria repercussão do caso pela imprensa, quando outras vítimas poderão noticiar possíveis crimes.

“As pessoas têm, em geral, a ideia de que o anonimato é intangível pela internet, que na realidade não é, então tudo que você faz pela internet deixa rastros. A investigação de crimes cometidos em meio eletrônico, por ser mais complexa, pode ser mais extensa, mas não impede a identificação da autoria delitiva, nem a sua responsabilização penal”, frisou a delegada.


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